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Sangue Oculto

Postado por admin em 03/jan/2014 - Sem Comentários

Teste de Sangue Oculto nas fezes e sua importância no diagnóstico precoce de Câncer Colo-Retal.

 

O câncer colorretal é o quinto câncer mais diagnosticado no Brasil, sendo a quarta causa mais importante de mortes por câncer no país e no mundo. O câncer do intestino grosso, chamado também de tumor do cólon e do reto ou

colorretal, é um dos tumores mais freqüentes entre homens e mulheres no mundo ocidental. Quase metade dos pacientes com este câncer morrem em menos de 5 anos após tratamento. Por isso é tão importante a sua detecção precoce, quando a possibilidade de cura é grande e a sobrevida ultrapassa 90%. Indivíduos de baixo risco, a partir de 45 anos, devem realizar anualmente pesquisa de sangue oculto nas fezes e retossigmoidoscopia a cada cinco anos.

A pesquisa de sangue oculto (PSO) surgiu como alternativa para o rastreamento do câncer colorretal em pacientes sem fatores de risco. Este teste se sustenta no princípio de que os carcinomas do cólon sangram e que esta hemorragia oculta pode ser identificada pela PSO, exame laboratorial que tem como objetivo identificar a presença de sangue nas fezes. O exame é importante porque detecta frações pequenas de sangue, que não são percebidas macroscopicamente. Este teste não determina a causa do problema nem  local do sangramento, no entanto, é considerado um dos exames mais minócuos e úteis na detecção precoce de pólipos intestinais -fase em que o paciente não apresenta sintomas. Um resultado positivo não significa que o paciente está com câncer, mas que poderá ter que realizar outros exames como a colonoscopia, para visualizar o  interior do intestino e verificar  possível presença de pólipos ou tumores.

A pesquisa de sangue oculto consiste na identificação de hemoglobina nas fezes, podendo ser realizado pelos métodos: teste da otolidina (tradicional) e o teste imunológico, que detectam especificamente a hemo-globina humana.

O teste imunológico ou teste de imunocromatografia de captura, utiliza anticorpos monoclonais e policlonais que possibilita a detecção de baixa quantidade de hemoglobina presente nas fezes. Esta reação imunológica elimina a  necessidade de dieta alimentar antes da coleta, assim como as interferências de hemoglobinas de outras espécies, como ocorre nos testes que utilizam guáiaco. A coleta da amostra não deve ser realizada durante ou dentro de t rês dias do período menstrual. Nesta situação o resultado do teste pode ser falso-positivo. Pacientes em uso de aspirina ou álcool devem suspender o uso uma semana antes da realização do exame. Os testes imunológicos, por não necessitarem de dieta prévia e serem específicos para a hemoglobina humana, são citados na literatura como os de melhor sensibilidade e especificidade.

A Fastlab  oferta o kit de fácil manuseio sem necessidade de dieta (menor chance de erro pré-analitco), com 98,5% de especificidade e 99,4% sensibilidade na  detecção de sangue oculto na fezes.

 

Referências Bibliográficas: 

ALTENBURG FL; BIONDO-SIMÕES MLP; SANTIAGO A. Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes e Correlação com Alterações nas Colonoscopias. Rev bras Coloproct, 2007
Novaes de Almeida FF, Araujo SEA, Santos FPS, Franco CJCS, Santos VR, Nahas SC, Harb-Gama A. Colorectal câncer screening. Rev Hosp Clin. 2000.
Levi Z, Rozen P, Hazazi R, Waked A, Maoz E, Birkenfeld S, Niv Y. Can quantification of faecal occult blood predetermine the need for colonoscopy in patients at risk for non-syndromic.
www.sociedadebrasileiradecoloproctologia.com.br - acesso em 23/05/2011.